AVC: UBSs do DF oferecem reabilitação e o Samu (192) é o primeiro passo
Saúde DF lembra os sinais de alerta no Dia Mundial do AVC e detalha o projeto AVC no Quadrado, que levou a trombólise a hospitais regionais
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Quem sobrevive a um acidente vascular cerebral (AVC) no Distrito Federal pode continuar o tratamento perto de casa. A Secretaria de Saúde (SES-DF) informou nesta quinta-feira (29), Dia Mundial do AVC, que as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) oferecem atividades em grupo, orientações posturais e práticas integrativas para quem convive com sequelas.
A rede também lembra que o atendimento de emergência mudou há um ano. Em maio de 2025, a pasta lançou o projeto AVC no Quadrado, que levou a trombólise para hospitais regionais.
O que a UBS oferece depois da emergência
Segundo a SES-DF, muitos pacientes passam a conviver com dores articulares e musculares causadas por fraqueza ou rigidez. Nas UBSs, a resposta é um conjunto de atividades coletivas, orientações de postura e práticas integrativas, que ajudam a controlar o desconforto.
O neurologista da secretaria João Tatsch explica o papel do exercício: "O exercício físico orientado é essencial para estimular o cérebro a criar novos caminhos e conexões neuronais, compensando áreas lesionadas". Para ele, a atividade também combate a fadiga e a depressão pós-AVC e ajuda a controlar a pressão arterial, o que reduz o risco de um novo episódio.
Quem quer saber se a sua UBS tem grupo de atividade física ou de práticas integrativas deve perguntar na recepção da unidade mais próxima da residência. A nota da secretaria não lista quais UBSs mantêm esses grupos.
AVC no Quadrado: o que mudou na emergência
O AVC ocorre quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem. A SES-DF cita uma estimativa de que, a cada minuto com uma artéria entupida, cerca de 1,9 milhão de neurônios morrem. Por isso o tempo até o tratamento pesa tanto.
O projeto descentralizou a trombólise, o tratamento com medicamento que dissolve coágulos, para hospitais regionais estratégicos, com apoio de telemedicina (Telestroke). O Hospital de Base (HBDF) segue como referência de alta complexidade. Hospital Regional do Gama (HRG) e Hospital Regional de Sobradinho (HRS) participam do projeto.
Na prática, a ideia é que o paciente de uma região com hospital participante não precise atravessar o DF para receber o medicamento. A nota não traz números de atendimentos nem de tempo médio até o tratamento desde o lançamento.
Sinais de alerta e o que fazer
O Ministério da Saúde lista os principais sinais de alerta para qualquer tipo de AVC:
- confusão mental;
- alteração da fala ou da compreensão;
- alteração na visão, em um ou nos dois olhos;
- dor de cabeça súbita, intensa e sem causa aparente;
- alteração do equilíbrio, da coordenação, tontura ou mudança no jeito de andar;
- fraqueza ou formigamento em um lado do corpo (rosto, braço ou perna).
Se qualquer um aparecer, o ministério orienta ligar para o Samu (192) ou para os Bombeiros (193), ou levar a pessoa imediatamente a um hospital.
Tatsch reforça o primeiro caminho: "Não leve o paciente por conta própria para uma UBS ou para um hospital qualquer. O Samu faz a regulação médica e já transporta a pessoa direto para a unidade de emergência certa (com tomografia computadorizada e equipe de neurologia preparada)".
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