Segurança

Condenado a 38 anos o homem que matou mulher em rua do Itapoã

Júri do Paranoá fixou pena de 38 anos e 8 meses e o juiz determinou prisão imediata em regime fechado; crime foi em agosto de 2025

O Tribunal do Júri do Paranoá condenou a 38 anos e 8 meses de prisão o homem julgado pelo assassinato de Camila Pereira Lopes, de 28 anos, morta em agosto de 2025 em uma rua do Itapoã II. O julgamento foi na quinta-feira (17) e o réu começou a cumprir a pena no mesmo dia, em regime fechado.

Segundo o relato do caso publicado pelo Correio Braziliense, o crime ocorreu em 13 de agosto de 2025, no fim da tarde, enquanto a vítima conversava com uma amiga na calçada. O agressor fugiu do local logo depois e se escondeu dentro de uma igreja da região, onde foi preso em flagrante.

O que os jurados reconheceram

O conselho de sentença reconheceu a autoria do feminicídio e a causa de aumento de pena pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, já que o ataque foi repentino e em via pública. Em plenário, a defesa sustentou que o réu teria agido sob influência de violenta emoção e pediu a desclassificação para homicídio comum. Os jurados rejeitaram as duas teses. O réu havia confessado o crime em depoimento.

Ao ler a sentença, o juiz que presidiu a sessão determinou o cumprimento imediato da pena em regime fechado e negou ao condenado a possibilidade de recorrer em liberdade. Cabe recurso da decisão ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios.

Onde pedir ajuda no DF

O Distrito Federal mantém canais próprios para casos de violência contra a mulher, que funcionam antes de a agressão chegar a esse ponto:

  • 190, da Polícia Militar, para situação em andamento
  • 180, a Central de Atendimento à Mulher, que orienta e encaminha denúncia em qualquer horário
  • Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, que registram ocorrência e pedem medida protetiva de urgência
  • Casa da Mulher Brasileira, na CNM 1 de Ceilândia, que reúne delegacia, Ministério Público, Defensoria e acolhimento psicossocial no mesmo endereço e funciona 24 horas por dia

A medida protetiva pode ser pedida por telefone ou na delegacia e não depende de a mulher já ter aberto processo criminal. Em Santa Maria, um júri também condenou um homem por violência contra a companheira: foram 24 anos de prisão por tentativa de feminicídio.

Julgamentos de feminicídio no DF são feitos pelos tribunais do júri das circunscrições judiciárias, em sessões abertas ao público, com sete jurados sorteados entre moradores da região. O Itapoã é atendido pela circunscrição do Paranoá, e foi ali que o caso tramitou desde a prisão em flagrante, em agosto do ano passado.

A Secretaria de Estado da Mulher mantém ainda o serviço de atendimento por telefone nas unidades do DF, listado no site da pasta, e o programa de acompanhamento de mulheres em medida protetiva. O pedido de proteção pode ser feito na delegacia mais próxima, sem custo e sem necessidade de advogado.

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